ESTE BLOG CONTÉM AS INFORMAÇÕES SOBRE AS DISCIPLINAS QUE MINISTRO NO CURSO DE PSICOLOGIA, ALÉM DE INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE A PSICANÁLISE
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
HUMOR SOBRE A ANÁLISE
COMÉDIA: 220 VOLTS – ANÁLISE
Deixo claro que a análise é muito mais do que pode parecer e obviamente a sátira é uma crítica bem feita ao fator humano das insanidades de cada personalidade.http://cdpsi.com.br/blog/index.php/2013/08/comedia-220-volts-analise/
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
JORNADA "AUTISMO: CLÍNICA, ÉTICA E POLÍTICA"
IV Jornada do FCL-MS “Autismo: Clínica, Ética e Política”
http://www.fclms.blogspot.com.br/2013/08/palestrantes-da-iv-jornada-do-fcl-ms.html
http://www.fclms.blogspot.com.br/2013/08/palestrantes-da-iv-jornada-do-fcl-ms.html
terça-feira, 27 de agosto de 2013
PENSAMENTO E LINGUAGEM: O Enigma de Kaspar Hauser
Para meus alunos de Pensamento de Linguagem: o filme O Enigma de Kaspar Hauser esta publicado no Blog nos dias 19 e 20/07/12.
PARA MEUS ALUNOS DE PENSAMENTO E LINGUAGEM: CRIMES DA PALAVRA
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/crimes_da_palavra.html
“Existe muita maldade no mundo, mas se nós ficamos juntos ela diminui.” Com essa frase o pai de uma menina de 5 anos tenta consolar a filha. Ela tinha dito à supervisora da creche onde estuda que seu professor havia lhe mostrado “sua vara em pé”. O pai é amigo de infância do acusado, que vive solitário em sua casa, enquanto luta para ter a guarda do filho após uma separação turbulenta. A pequena vila na Suécia, onde se passa o filme A caça, de Thomas Vinterberg (2012), reage violentamente à denúncia da menina oprimindo, atacando e vilipendiando o jovem professor. Na dúvida, é melhor fazer alguma coisa – e o que há para fazer é vingar-se. A violência contra o mal é também uma forma de “ficar junto” e de magicamente “diminuir” a maldade. É assim que a comunhão integrativa que nos une contra um inimigo, interno ou externo, promove a catarse como purificação.
As crianças dizem a verdade, afirma a escola, sem se perguntar onde e como exatamente o fazem. O filme mostra quão perniciosa pode ser a verdade quando a reduzimos ao fervor judicialista que se apossa de nós diante do pressentimento de injustiça. “Existe muita maldade no mundo, mas às vezes , se nós ficamos juntos ela aumenta... mais ainda.” E se a vingança pode reparar imaginariamente o dano, ainda não sabemos como curar os prejuízos de uma falsa denúncia pública. O filósofo Giorgio Agamben apresentou, em 1995, a figura do homo sacer para falar daqueles que podem ser mortos impunemente, seja em campos de concentração ou na cracolândia. Ainda não descobrimos uma figura equivalente para falar dos crimes impunes da palavra, mais aquém da difamação, da calúnia e da injúria. Como seria possível tipificar um crime que se baseia em incerteza de intenções, indeterminação da autoria e na inconsequência dos efeitos? A voz coletiva julga, segrega, antecipa castigos pressupondo a culpa, sem individualizar responsabilidades. No filme de Vintenberg o crime não está na palavra da criança, mas no que o adulto faz com ela: usa-a para propagar o seu próprio mal, impronunciável até então.
Há hipóteses que não alteram quem as enuncia nem a situação na qual ela é formulada. Mas há outras teses carregadas de um estranho e incontrolável efeito transformador. Entre dois amantes um deles pergunta: “E se você estiver me traindo?”. Falsa ou verdadeira, a mera enunciação da possibilidade muda completamente a natureza do laço entre os envolvidos. “Você está usando drogas?”, questionam os pais do adolescente. “De quem você gosta mais, do papai ou da mamãe?” (Essa pergunta, aliás, jamais deveria ser feita a qualquer criança.)
Há uma correlação entre a emergência de uma cultura da celebridade e a expansão dos crimes da palavra. A construção “social” de avaliações, juízos e demais impressões derrogatórias é uma arte ascendente no mundo corporativo. Paul Valéry (1871-1945) falava das profissões delirantes como aquelas atividades cujo sucesso depende quase exclusivamente da opinião que os outros têm sobre você, por exemplo, o artista. Ocorre que numa cultura da denúncia quase todas as profissões tornaram-se delirantes.
A incerteza promovida por uma denúncia é real – tão real quanto a devastação que ela causa na vítima da lógica vitimista. É como se diante da impotência gerada por uma dúvida nos ocupássemos antes em “ficar juntos” do que admitir a indeterminação real que atravessa nossas vidas. É preciso considerar outra forma de catarse, aquela na qual a dignidade de um caso pode derrotar a massa que imagina criar bondade só porque está unida, uma catarse que não seria purificadora e excludente do mal, mas desintegrativa em relação à própria “bondade” do grupo na qual emerge. Uma catarse que seria a cura para os crimes da palavra.
Crimes da palavraA voz coletiva julga e antecipa castigos, sem individualizar responsabilidades; no filme A caça o problema está no que os adultos fazem com o que é dito por uma criança |
junho de 2013
Christian Ingo Lenz Dunker
| Gonçalo Viana |
As crianças dizem a verdade, afirma a escola, sem se perguntar onde e como exatamente o fazem. O filme mostra quão perniciosa pode ser a verdade quando a reduzimos ao fervor judicialista que se apossa de nós diante do pressentimento de injustiça. “Existe muita maldade no mundo, mas às vezes , se nós ficamos juntos ela aumenta... mais ainda.” E se a vingança pode reparar imaginariamente o dano, ainda não sabemos como curar os prejuízos de uma falsa denúncia pública. O filósofo Giorgio Agamben apresentou, em 1995, a figura do homo sacer para falar daqueles que podem ser mortos impunemente, seja em campos de concentração ou na cracolândia. Ainda não descobrimos uma figura equivalente para falar dos crimes impunes da palavra, mais aquém da difamação, da calúnia e da injúria. Como seria possível tipificar um crime que se baseia em incerteza de intenções, indeterminação da autoria e na inconsequência dos efeitos? A voz coletiva julga, segrega, antecipa castigos pressupondo a culpa, sem individualizar responsabilidades. No filme de Vintenberg o crime não está na palavra da criança, mas no que o adulto faz com ela: usa-a para propagar o seu próprio mal, impronunciável até então.
Há hipóteses que não alteram quem as enuncia nem a situação na qual ela é formulada. Mas há outras teses carregadas de um estranho e incontrolável efeito transformador. Entre dois amantes um deles pergunta: “E se você estiver me traindo?”. Falsa ou verdadeira, a mera enunciação da possibilidade muda completamente a natureza do laço entre os envolvidos. “Você está usando drogas?”, questionam os pais do adolescente. “De quem você gosta mais, do papai ou da mamãe?” (Essa pergunta, aliás, jamais deveria ser feita a qualquer criança.)
Há uma correlação entre a emergência de uma cultura da celebridade e a expansão dos crimes da palavra. A construção “social” de avaliações, juízos e demais impressões derrogatórias é uma arte ascendente no mundo corporativo. Paul Valéry (1871-1945) falava das profissões delirantes como aquelas atividades cujo sucesso depende quase exclusivamente da opinião que os outros têm sobre você, por exemplo, o artista. Ocorre que numa cultura da denúncia quase todas as profissões tornaram-se delirantes.
A incerteza promovida por uma denúncia é real – tão real quanto a devastação que ela causa na vítima da lógica vitimista. É como se diante da impotência gerada por uma dúvida nos ocupássemos antes em “ficar juntos” do que admitir a indeterminação real que atravessa nossas vidas. É preciso considerar outra forma de catarse, aquela na qual a dignidade de um caso pode derrotar a massa que imagina criar bondade só porque está unida, uma catarse que não seria purificadora e excludente do mal, mas desintegrativa em relação à própria “bondade” do grupo na qual emerge. Uma catarse que seria a cura para os crimes da palavra.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
DOCUMENTÁRIO SOBRE LACAN
Um encontro com Lacan (Documentário Rendez Vous Chez Lacan, de 2011, dirigido por Gérard Miller)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=pn8x8uQbRRQ
terça-feira, 20 de agosto de 2013
ATIVIDADES DO PROJETO FREUDIANO
Atividades do semestre 2013/2 do Projeto Freudiano.
Curtam a pagina do Projeto Freudiano no Facebook.
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CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA
Curso de Especialização em Psicopedagogia da UNIT que fui convida para ministrar uma disciplina:
Objetivos: Preparar profissionais capazes de atuar, de forma ética e competente, no campo da Psicopedagogia Institucional e Clínica, atuando no diagnóstico e na intervenção preventiva e/ou terapêutica na área das dificuldades de aprendizagem, assim como desenvolver habilidades de leitura de sintomas relacionados ao processo de ensino-aprendizagem e promover a reflexão sobre a interdependência entre o ser humano e o ambiente em que ele vive. | |
| Público-alvo: Profissionais graduados na área de Pedagogia, Educação e Saúde, Psicologia, Fonoaudiologia e demais profissionais envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. |
Vejam o link:
http://ww3.unit.br/pos2014/
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Discussão sobre a eficácia da Psicanálise.
A psicanálise é uma ciência?
Apesar de estudos confirmarem a eficácia do tratamento, ainda vemos centros de atenção psicossocial (CAPS)
demitindo em massa clínicos de orientação psicanalítica
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/a_psicanalise_e_uma_ciencia_.html
Christian Ingo Lenz Dunker
Em 1784 o rei Luiz XVI nomeou uma comissão da Academia Francesa de Ciências para investigar fenômenos de cura promovidos em nome do “magnetismo animal”, certa forma de energia semelhante à eletricidade, presente nos corpos animados, cujo desequilíbrio causaria doenças. Benjamin Franklin, Antoine Lavoisier e Joseph-Ignace Guillotin, tendo à frente o biólogo Antoine Jussieu, concluíram que as curas não podiam ser atribuídas aos procedimentos dos discípulos do médico e magnetizador Franz Mesmer e que os conceitos mobilizados para explicá-las eram inaceitáveis. Apesar disso algo acontecia. E mesmo que isso fosse atribuído à sugestão ou ao hipnotismo ainda assim era obrigação da ciência explicar como funciona este poder de transformar um fato da natureza por meio de palavras.
Neste tempo mudou o que chamamos de ciência e mudou o que chamamos de psicanálise. A maior parte das novas objeções centra-se em estudos sobre os casos clínicos originais mostrando seus defeitos e insuficiências. Como se tomássemos a medicina do século 19 para ridicularizar seus equívocos aos olhos de nossos critérios atuais. Até a década de 50 a psiquiatria amarrava pessoas com autismo em cadeiras, mas isso não a torna menos científica hoje.
Vem ganhando força a ideia de que a psicanálise não é apenas uma ciência, mas possivelmente várias. Assim como não podemos confundir a medicina com as ciências nas quais esta se apoia (anatomia, físico-química, genética, fisiologia), não é preciso imaginar que os fundamentos da psicanálise repousam em um único reduto, tal como a hipótese do inconsciente ou a teoria da libido. Talvez o tipo de cientificidade da psicanálise seja parecido com o da teoria da evolução, não por sua afinidade com o naturalismo, mas porque ambas tentam explicar uma gama muito grande de fenômenos, requerendo um conjunto variado de hipóteses e, portanto, uma teoria da prova diversificada. E sua teoria da prova remonta à combinação entre evidências causais que se cruzam na prática do método de tratamento, mesmo que oriundas de disciplinas diversas.
Então por que uma prática amplamente instalada nos dispositivos de produção de ciência, das universidades aos hospitais e centros de pesquisa, em quase todos os países do mundo, prestando contas em revistas, congressos e publicações, recebendo financiamento público e privado para isso, é tão frequentemente questionada? Por que, apesar de estudos independentes, promovidos por não psicanalistas, confirmarem a eficácia do tratamento psicanalítico, ainda assim vemos tradicionais Centros de Atenção Psicossocial (Caps) demitindo em massa clínicos de orientação psicanalítica?
Não é pela ineficiência ou pela cientificidade, que são usadas aqui apenas como abuso e exploração do perpétuo julgamento moral da “coisa psíquica”, mas porque como empreendimento a psicanálise é um péssimo negócio: não entra nos planos de saúde, não permite que se explore e se empreite o trabalho dos outros, não produz nenhum objeto, nem oferece um serviço padrão a ser multiplicado, indefinidamente, de modo impessoal. No fundo continuamos artesanais, no fazer e no formar, na ambição de justificativa pelas regras do jogo científico e na defesa do método clínico. Mesmo que os novos “Guillotins” queiram pensar de outra maneira.
terça-feira, 28 de maio de 2013
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